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Angústia da separação no bebê: quando começa, sintomas e o que ajuda

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Um bebê sentado no colo de um adulto estende as duas mãos em direção à câmera.
Foto de Brooke Balentine no Unsplash

Quando começa a angústia da separação?

A angústia da separação costuma começar por volta dos 8 meses, segundo o Manual MSD, e a Academia Americana de Pediatria (AAP) diz que alguns bebês já a mostram aos 4 ou 5 meses, enquanto a maioria desenvolve uma angústia da separação mais forte por volta dos 9 meses. A fase também é chamada de ansiedade de separação, o nome usado pelo Manual MSD em português.

Na Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, a faixa dos 6 aos 9 meses é quando o bebê começa a estranhar outras pessoas. O documento chama isso de bom sinal: o bebê já sabe que você e quem cuida dele regularmente são diferentes dos demais e mostra essa preferência.

Na cartilha de desenvolvimento que a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) traduziu de um material dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), reagir quando você sai, olhando, estendendo a mão ou chorando, está entre o que a maioria dos bebês faz aos 9 meses. A cartilha define marco como o que 75% ou mais das crianças conseguem fazer em cada idade.

Idade O que costuma acontecer Fonte
4 a 5 meses Alguns bebês já mostram angústia da separação AAP
6 a 9 meses O bebê começa a estranhar outras pessoas Caderneta da Criança
Por volta de 8 meses A angústia da separação costuma começar Manual MSD
8 a 9 meses Começa a ansiedade perante estranhos Manual MSD
Por volta de 9 meses A maioria tem uma angústia da separação mais forte AAP
9 meses A maioria reage quando você sai e fica tímida perto de estranhos Cartilha da SBP
10 a 18 meses Fase mais intensa AAP e Manual MSD
Por volta de 2 anos A angústia da separação costuma passar AAP e Manual MSD

Ansiedade de separação no bebê é normal?

A ansiedade de separação é um estágio normal do desenvolvimento, segundo o Manual MSD, que explica que o choro do bebê quando os pais ou cuidadores saem de vista indica que ele desenvolveu apego a eles. Para a AAP, as ansiedades previsíveis dessa fase são prova de uma relação saudável com você.

A AAP descreve o que muda: o bebê começa a perceber que cada objeto é único e permanente, e que só existe um de você. Quando você sai da vista dele, ele sabe que você está em algum lugar, mas não com ele, e tem tão pouca noção de tempo que não sabe quando, ou se, você vai voltar. O Manual MSD diz que a fase passa quando a criança aprende que os pais continuam existindo mesmo quando não podem ser vistos e confia que eles vão voltar.

A Caderneta sugere cobrir o rosto ou um objeto com um pano e perguntar ao bebê onde está: a brincadeira ajuda a criança a aprender que pessoas e objetos continuam existindo mesmo quando ela não os vê. "Brinca de esconde-achou" é um marco da Caderneta na faixa dos 6 aos 9 meses.

A Caderneta também diz que bebês não ficam viciados em colo e que, para se tornar independente, o bebê precisa se sentir seguro e cuidado. A AAP acrescenta que o medo e a timidez dessa idade não são causados pelo seu jeito de cuidar.

Quais são os sintomas da angústia da separação no bebê?

Na angústia da separação, o bebê chora e se agita toda vez que você sai de vista, mesmo que seja só para o cômodo ao lado, como descreve a AAP para bebês de 8 a 12 meses. Outros sinais aparecem nas mesmas fontes:

  • Pode gritar quando é deixado com outra pessoa, como se o coração fosse se partir (AAP).
  • Na hora de dormir, não quer se separar de você e pode acordar no meio da noite procurando por você (AAP).
  • É tímido, grudento ou temeroso perto de estranhos, marco que a cartilha da SBP coloca aos 9 meses.
  • Chora quando uma pessoa desconhecida se aproxima. O Manual MSD diz que o bebê pode, de repente, passar a ver os avós como estranhos e mostrar forte preferência por um dos pais.

A AAP diz que a angústia da separação pesa mais quando o bebê está cansado, com fome ou doente.

Quanto tempo dura a angústia da separação?

A angústia da separação costuma ser mais intensa entre os 10 e os 18 meses e passar por volta dos 2 anos, segundo a AAP e o Manual MSD.

À noite, a AAP diz que, a partir da segunda metade do primeiro ano, a angústia da separação pode causar muitas noites de sono interrompido, numa fase que pode durar vários meses. O bebê pode acordar várias vezes e chorar aflito por um dos pais ou pelos dois, muitas vezes com forte preferência por um deles.

O que ajuda na angústia da separação?

Uma despedida curta e sempre igual ajuda: a cartilha da SBP sugere dizer um adeus rápido e alegre em vez de sair escondido, para que o bebê saiba que você está saindo, mesmo que ele chore, e avisar quando você voltar. O Manual MSD orienta os pais a não limitar nem abandonar as próprias atividades por causa da angústia da separação.

Nas despedidas

  • Dê atenção total e carinho, depois se despeça rápido. A AAP diz que, se você demora, a ansiedade também demora.
  • Use o mesmo ritual, no mesmo horário, sempre que der (AAP).
  • Saia depois de o bebê comer e dormir, como sugerem a AAP e o Manual MSD.
  • Peça a quem fica com o bebê que o distraia com um brinquedo novo, o espelho ou o banho (AAP).
  • Volte quando disse que voltaria. A AAP diz que é isso que constrói a confiança da criança.

O choro costuma passar poucos minutos depois que você sai, segundo a AAP.

Em casa

Quando o bebê já engatinha para outro cômodo seguro, a AAP sugere esperar 1 ou 2 minutos antes de ir atrás. Quando você muda de cômodo, a AAP sugere dizer aonde vai e que já volta; se ele reclamar, chame-o pelo nome em vez de voltar correndo, como recomendam a AAP e o Manual MSD.

A cartilha da SBP sugere ensinar o bebê a acenar "tchau" quando você sai, um gesto simples que o ajuda a dizer o que quer antes de usar palavras. Entre 1 ano e 1 ano e meio, a Caderneta orienta se afastar por períodos curtos, para que a criança se acostume aos poucos com a sua ausência.

Na creche e com um novo cuidador

  • Fique disponível para acompanhar os primeiros dias de adaptação na creche, como aconselha a Caderneta.
  • Passe alguns minutos a mais brincando com o bebê no lugar novo antes de sair e diga que vai voltar (AAP).
  • Prefira um cuidador que o bebê já conhece. Com uma babá nova, o Manual MSD sugere que ela passe algum tempo com a família antes do dia em que vai ficar com o bebê.
  • Dê tempo para o bebê conhecer o novo cuidador e leve um brinquedo favorito, um bichinho de pelúcia ou um cobertor para confortá-lo, sugere a cartilha da SBP.

À noite

A AAP diz que essa fase pede uma abordagem carinhosa e constante, e que o bebê pode precisar ser tranquilizado várias vezes, noite após noite, até ela passar.

O objeto que conforta o bebê deve ficar fora do berço antes de 1 ano: a SBP orienta manter objetos fofos, como travesseiros, naninhas, cobertas e lençóis soltos, fora do berço.

Quando procurar o pediatra?

Converse com o pediatra se você sente que o bebê não está se adaptando a ficar sem você, orienta a AAP; o Manual MSD lembra que, em geral, a ansiedade de separação não é motivo de preocupação e não exige avaliação médica.

  • A ansiedade perante estranhos é muito intensa ou dura muito tempo. O Manual MSD diz que pode ser sinal de uma ansiedade mais generalizada e que a criança deve ser examinada logo por um médico.
  • Depois dos 2 anos, a ansiedade impede a criança de frequentar a escola ou a pré-escola ou de brincar normalmente com os colegas. O Manual MSD orienta que ela seja avaliada por um médico.
  • O bebê não busca interação, não responde ao olhar, aos sons e à conversa ou mostra mais interesse por objetos do que por pessoas. A Caderneta lista esses sinais de alerta do desenvolvimento.
  • O bebê não alcançou um ou mais marcos, perdeu habilidades que já tinha ou você tem outras preocupações. A cartilha da SBP orienta conversar com o médico e perguntar sobre a triagem do desenvolvimento, que a AAP recomenda para todas as crianças aos 9 meses.

Orientações oficiais

Escrito pela equipe editorial do MyBaby. Como escolhemos e revisamos as fontes (em inglês).

O MyBaby não é um dispositivo médico e não oferece aconselhamento, diagnóstico nem tratamento médico. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure sempre um profissional de saúde.

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