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Com quantos meses o bebê começa a falar? Do balbucio à primeira palavra

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Um adulto e um bebê sentados juntos no chão, olhando um livro ilustrado aberto.
Foto de Nappy no Unsplash

Com quantos meses o bebê começa a falar?

O bebê começa pelos sons e pelo balbucio nos primeiros meses e costuma falar as primeiras palavras por volta de 1 ano, segundo a Caderneta da Criança, do Ministério da Saúde, e a cartilha de linguagem infantil da Prefeitura de Belo Horizonte.

A Academia Americana de Pediatria (AAP) e a Associação Americana de Fala, Linguagem e Audição (ASHA) dão a mesma referência: a maioria das crianças fala a primeira palavra por volta dos 12 meses. Para as duas entidades, a criança aprende a se comunicar muito antes disso, com risadas, sorrisos e balbucio.

Na Caderneta, os marcos vêm em quadros por faixa de idade, que o profissional de saúde confere nas consultas com a ajuda da família. Se o bebê nasceu prematuro, a idade deve ser corrigida, descontando o tempo que faltou para completar 40 semanas de gestação.

Idade O que costuma aparecer Fonte
1 a 2 meses Emite sons que não são choro Caderneta da Criança
2 a 4 meses Responde com sorrisos e sons, como se conversasse; ri alto Caderneta da Criança
4 a 6 meses Sons repetidos como /aaaaaa/, que evoluem para sílabas como /paapapa/ Prefeitura de Belo Horizonte
6 a 9 meses Duplica sílabas: "papá", "dadá", "mamã" Caderneta da Criança
9 a 12 meses Produz "jargão", uma conversa que ainda não se entende; imita gestos Caderneta da Criança
Por volta de 12 meses Primeiras palavras Prefeitura de Belo Horizonte; AAP e ASHA
12 a 15 meses Diz uma palavra que não seja nome de familiar ou de animal de estimação Caderneta da Criança
18 meses Frases curtas de 2 ou 3 palavras Prefeitura de Belo Horizonte

Os quadros da Caderneta incluem os marcos de movimento, que o artigo sobre quando o bebê rola, senta e engatinha reúne por idade.

Com quantos meses o bebê começa a balbuciar?

O bebê começa a balbuciar entre 2 e 4 meses, segundo a Caderneta da Criança: é a fase em que ele brinca com o som da própria voz e gosta quando você responde ou imita. A AAP situa o início do balbucio por volta dos 4 meses.

Entre 4 e 6 meses, a cartilha da Prefeitura de Belo Horizonte descreve sons repetidos que evoluem para sílabas como /paapapa/. Nessa fase o bebê presta atenção à fala das pessoas, vocaliza e grita.

O CDC, a agência de saúde pública dos Estados Unidos, chama de marco do desenvolvimento algo que a maioria das crianças, 75% ou mais, consegue fazer até determinada idade. Pelas listas da agência, aos 6 meses a maioria dos bebês troca sons com você, cada um na sua vez, põe a língua para fora e sopra fazendo barulho, e solta gritinhos. Aos 9 meses, a maioria faz muitos sons diferentes, como "mamamama" e "bababababa".

Com quantos meses o bebê fala mamãe e papai?

Sílabas repetidas como "papá", "dadá" e "mamã" são um marco da faixa de 6 a 9 meses na Caderneta da Criança. A cartilha da Prefeitura de Belo Horizonte situa sílabas bem formadas e palavras simples como "papá" e "mamá" entre 7 e 11 meses.

Nas listas do CDC, "mamamama" é um som dos 9 meses, e chamar um dos pais de "mama", "dada" ou outro nome especial está entre o que a maioria dos bebês faz até 1 ano.

A Caderneta separa as duas etapas em marcos diferentes: "duplica sílabas" é o do "papá" e do "mamã", e "diz uma palavra", da faixa de 12 a 15 meses, pede uma palavra que não seja nome de membros da família nem de animais de estimação. Entre 6 e 9 meses, o documento sugere conversar bastante com o bebê usando palavras de fácil repetição, como "dadá" e "papá".

Com quantos meses o bebê fala a primeira palavra?

A primeira palavra costuma aparecer por volta dos 12 meses, idade em que a cartilha da Prefeitura de Belo Horizonte descreve as primeiras palavras. Segundo a AAP e a ASHA, a maioria das crianças fala a primeira palavra por volta dos 12 meses.

Em torno de 1 ano, o bebê já consegue falar algumas palavras além de "mamã" e "papá" e nomear os objetos e as ações mais comuns, de acordo com o Ministério da Saúde. Depois, o vocabulário cresce aos poucos: na Caderneta, "fala 3 palavras" é marco de 15 a 18 meses, e a cartilha descreve frases curtas de 2 ou 3 palavras aos 18 meses e um vocabulário de 50 a 200 palavras aos 2 anos. Para a AAP e a ASHA, aos 24 meses a maioria das crianças usa frases de duas palavras.

Nos marcos do Ministério da Saúde, os gestos vêm junto: imitar gestos como bater palmas e dar tchau é marco de 9 a 12 meses, e mostrar o que quer sem chorar, com sons, palavras ou apontando, é de 12 a 15 meses.

O bebê entende muitas das suas palavras bem antes do primeiro aniversário, segundo a AAP, e a cartilha descreve, entre 9 e 12 meses, a resposta a pedidos simples como dar tchau e mandar beijo.

O que ajuda o bebê a começar a falar?

Conversar, cantar e ler com o bebê desde o nascimento, olhando nos olhos dele, ajuda: a Caderneta da Criança recomenda as três coisas desde os primeiros meses e lembra que a música estimula a linguagem.

Outras sugestões da Caderneta e da cartilha de Belo Horizonte:

  • Abaixe-se ou sente-se para que seu rosto fique na altura dos olhos do bebê. Assim, explica a cartilha, a criança percebe melhor os movimentos dos lábios e é incentivada a imitá-los.
  • Use o "manhês", a fala carinhosa que alonga as vogais, com a pronúncia certa das palavras, porque as crianças aprendem com base no que ouvem, como explica a Caderneta.
  • Aponte e dê nome às coisas ("Isso é uma borboleta!") e imite sons de animais ("A vaca faz muuu!"), como sugere o Ministério da Saúde.
  • Evite falar quase tudo no diminutivo. "Pão" tem uma sílaba e "pãozinho" tem três, lembra a Caderneta, e palavras mais longas ficam mais difíceis de o bebê diferenciar.
  • Quando o bebê tenta uma palavra, repita a palavra inteira. Se ele diz só "bo", a cartilha sugere responder "Ah! Você quer a boneca!" e usar a mesma palavra de novo na brincadeira.

Para o Ministério da Saúde, crianças menores de 2 anos não devem ser expostas a TV, celular, tablet e computador. A cartilha de Belo Horizonte recomenda evitar telas porque oferecem excesso de informação e ausência de interação.

Na cartilha, mamadeira e chupeta são desaconselhadas porque podem prejudicar o crescimento da face, os dentes, a fala e a mastigação. Na parte sobre amamentação, a Caderneta avisa que elas podem causar problemas na dentição e na fala do bebê. Os cuidados com os primeiros dentes estão no artigo sobre a dentição do bebê.

Quando procurar o pediatra?

Converse com o pediatra ou com a equipe da UBS se o bebê não reage a sons, não balbucia nem imita sons até o sétimo mês ou perdeu habilidades que já tinha, e sempre que algo no jeito de ele se comunicar preocupar você.

Na maioria das vezes não é nada sério, segundo a Caderneta da Criança, e quanto mais cedo um problema de desenvolvimento é identificado e enfrentado, melhores são os resultados. O documento orienta o profissional a sempre perguntar o que a família acha do desenvolvimento da criança e a valorizar essa informação, e prevê que ele acione equipes multiprofissionais ou a rede de atenção especializada quando a avaliação indica.

  • O bebê não balbucia nem imita nenhum som até o sétimo mês. A AAP orienta avisar o pediatra quando o bebê não balbucia ou não produz sons variados.
  • O bebê não acorda com barulhos nem reage a sons do ambiente, como porta batendo e vozes, ou só atende quando está olhando para quem fala. A Caderneta pede atenção a esses sinais de audição.
  • O bebê não reage quando é chamado pelo nome ou tem dificuldade nos balbucios e nas tentativas de interação, sinais de alerta da cartilha de Belo Horizonte.
  • O bebê perdeu habilidades que já tinha. Nesse caso, o CDC orienta conversar com o médico, contar a preocupação e perguntar sobre a triagem do desenvolvimento.
  • O teste da orelhinha não foi feito ou deu resultado alterado. Segundo o Ministério da Saúde, ele deve ser feito de preferência na maternidade, entre 24 e 48 horas após o nascimento, ou no máximo durante o primeiro mês de vida.

Orientações oficiais

Escrito pela equipe editorial do MyBaby. Como escolhemos e revisamos as fontes (em inglês).

O MyBaby não é um dispositivo médico e não oferece aconselhamento, diagnóstico nem tratamento médico. Em caso de dúvida sobre a saúde da criança, procure sempre um profissional de saúde.

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